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| Mistic Angel

6 de julho de 2012


DEUS VEM VINDO
 Emmanuel

“Quem busca entender as flores da bondade é escolhido para colher os frutos da simpatia”.
Ninguém conhece as tribulações que te espancam por dentro da própria alma.
Observas-te no ápice da resistência e, em muitas ocasiões, te inclinas para a idéia de deserção...
Entretanto, insiste no cultivo da paciência, um tanto mais, e resguarda-te nos deveres que a Divina Providência te confiou.
Deus vem vindo...
Perdeste as mais belas aspirações, em vista dos golpes que a realidade te desferiu.
Por vezes, sentes o ímpeto de agir contra a própria existência...
Conserva-te, porém, na paciência, um tanto mais, e prossegue na execução dos teus próprios encargos.
Deus vem vindo...
A solidão te oprime os sentimentos, embora quase sempre te vejas na multidão.
Nesses instantes, parece-te que a morte se aproxima e, não raro, experimentas a tentação de abraçar a fuga e a irresponsabilidade...
No entanto, usa a paciência, um tanto mais, e persevera nas tarefas que a vida te deu a realizar.
Deus vem vindo...
Lembras os obstáculos e crises, quedas e provas que já atravessaste, dos quais sempre ressurgiste para o reequilíbrio e para a busca da felicidade, sem que saibas explicar de que maneira te refizeste para a alegria de viver e conviver.
Avalia as bênçãos que te marcam os dias e as vitórias íntimas que entesouraste no campo das próprias experiências e nunca te acomodes com o desespero.
Se ainda não dispões de segurança a fim de sustentar a própria fé, acalma-te, trabalha, serve, espera e guarda a certeza de que Deus vem vindo...

Livro: Irmão – 
Psicografia de Francisco Cândido Xavier



5 de julho de 2012


Ano Após Ano

Ninguém evolui num dia ou para um dia apenas.
Carecemos de tempo para entender o bem e praticá-lo diuturnamente, absorvendo-o em profundidade, na alma, para o eterno futuro.
Um só pensamento bom, um só ato digno, uma só lição assimilada, não nos bastam à melhoria.
Necessário repetir testemunhos de aprendizado e renovação.
A fraternidade há de avivar-nos o raciocínio, vincar-nos a memória, calejar-nos a mãos, modelar-nos a vida.
Eis porque o espírita, na experi6encia terrestre, precisa repisar atitudes, transpirar no dever e persistir no posto individual de trabalho, ano após ano, para só então se sentir realmente sintonizado com os Bons Espíritos e com os desígnios do Alto, mantidos a seu respeito.

No setor administrativo da instituição doutrinária, há de conhecer tão bem o seu mister, que nenhuma decepção não mais o surpreenda.
No estudo, há de desarticular tantas mesas, consumir tantas cadeiras e deformar tantos livros e material correspondente, sem perceber, que duvidará de semelhantes desgastes.
Na mediunidade, há de amar e compreender tanto os espíritos e os homens que qualquer incompreensão não mais lhe fará perder a paciência.
Na exemplificação da verdade, há de se familiarizar tanto com as necessidades das criaturas que penetrará os anseios do próximo, em muitas ocasiões, apenas por vê-lo.
Na assistência social, há de se inteirar tanto dos menores problemas que lhe dizem respeito, segundo as épocas do ano, as pessoas, os desfavorecidos e os sofrimentos, que se espantará ao perceber o quanto conhece de ciência mental e vida prática.
No culto do Evangelho, há de abordar tantos temas e lições, enfrentando tantos imprevistos e dificuldades, que o terá para si na condição de tarefa claramente imprescindível.
Na imprensa e na tribuna espíritas, há de se habituar tanto com o manejo e os efeitos das palavras que as cultivará e selecionará com devotamento espontâneo.
No campo das provas necessárias, há de exercitar tanto entendimento e tanta paciência diante da dor, que acabará sofrendo todas as humilhações e tribulações da romagem terrestre com o equilíbrio de quem atingiu inarredável serenidade.

Confronta o teu período de conhecimento espírita com o serviço que apresentas na existência humana.
Lógica disciplinando diretrizes, esperança enriquecendo ideais, entendimento clareando destinos, o Espiritismo faz o máximo por nós, sendo sempre o mínimo o esforço que fazemos por ele, nos empreendimentos que nos cabem em auxílio a nós mesmos, no seio da Humanidade.

ANDRÉ LUIZ
("Sol nas Almas", 1, FCXavier, CEC)



4 de julho de 2012


O Grande doador

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou feridos, usando o divino poder do amor.
Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.
Não possuía fazenda e estabeleceu novo reino na Terra.
Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.
Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.
Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.
Ele não era rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.
Padecendo amarguras - reconfortou a muitos.
Tolerando aflições - semeou a fé e a coragem.
Abatido - curou as chagas morais do povo.
Supliciado - expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados - ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz - revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando o destino das nações e santificando o caminho dos povos.
Quem oferecer o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

ANDRÉ LUIZ, F.C.XAVIER, FEESP)
Mensagem originalmente formatada pelo Instituto André Luiz



3 de julho de 2012


Você Pode

Carregando nos próprios ombros as aflições que fustigam a Terra, o Senhor acreditou nas promessas de fidelidade que você lhe fez, enviando-lhe ao caminho aqueles irmãos necessitados de mais amor.
Chegam eles de todas as procedências...
É a esposa fatigada esperando carinho; é o companheiro abatido implorando, em silêncio, esperança e consolo.
De outras vezes, é o filho desorientado suplicando compreensão ou o parente, na hora difícil, aguardando braços fraternos.
Agora é o amigo transviado, esmolando compaixão e ternura, depois, talvez, será o vizinho atormentado em problemas esfogueantes, pedindo bondade e cooperação.
Isso acontece, porquanto você pode compartilhar com Ele a tarefa do auxílio.
Não desdenhe, desse modo, apoiar o bem.
Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a paz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor...
Deixe que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça a divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.
E, nessa estrada bendita, depois da luta cotidiana, sentirá você no imo da própria alma, o sol da alegria perfeita repetindo, de coração erguido à verdadeira felicidade.
- Obrigado Jesus, porque na força de Tua bênção, consegui esquecer-me, procurando servir.



*** ANDRÉ LUIZ ***



2 de julho de 2012


SOLICITAÇÃO FRATERNA 


Ajude com a sua oração a todos os irmãos: 
que jamais encontram tempo ou recursos para serem úteis a alguém; 
que se declaram afrontados pela ingratidão, em toda a parte; 
que trajam os olhos de luto para enxergarem o mal, em todas as situações; 
que contemplam mil castelos nas nuvens, mas que não acendem nem uma vela no chão; 
que somente cooperam na torre de marfim do personalismo, sem he descerem os degraus para colaborar com os outros; 
que se acreditam emissários especiais e credores dos benefícios de exceção; 
que devoram precioso tempo dos ouvintes, falando exclusivamente de si; 
que desistem de continuar aprendendo na luta humana; 
que exibem o realejo da desculpa para todas as faltas; 
que sustentam a vocação de orquídeas no salão do mundo; 
que se julgam centros compulsórios das atenções gerais; 
que fazem o culto sistemático à enfermidade e ao obstáculo. 
São doentes graves que necessitam do Amparo Silencioso. 

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.



1 de julho de 2012


Algum erro cometido? 


Reconsidere a própria atitude e não se constranja em aceitar as suas deficiências, de modo a corrigi-las. 

A revolta envenena-lhe a alma? 

A terra só é vale de lágrimas para os olhos do pessimismo. 

Saudades aflitivas laceram-lhe a memória? 

A mente é a nossa primeira farmácia. 

Sente remorsos, à vista de antigos passos? 

Homem algum na Terra pode gabar-se de santo. 

André Luiz / Chico Xavier 



30 de junho de 2012


No Rumo da Paz

Se você retirar a sombra de tristeza que lhe cobre o olhar, observará que o Sol e o Tempo renasceram, hoje, a fim de que você possa refazer-se e recomeçar.
Não se sabe de ninguém que houvesse conseguido a restauração ou o êxito em clima de desabafo.
Sorrir atraindo dedicações e possibilidades ou mostrar a face agoniada da irritação, suscitando adversários ou problemas, dependerá sempre de você mesmo.
Ódio e medo, inveja ou ciúme, desespero ou ressentimento desajustam a mente, e a mente desequilibrada envenena o corpo.
Procure ver o melhor dos outros e dê aos outros o melhor de você, porque o pessimismo jamais edifica.
Você receberá auxílio e assistência na medida exata das suas prestações de serviço ao próximo, recebendo ainda, por acréscimo, valiosas bonificações da Providência Divina.
Recordemos que situar-nos nas dificuldades dos outros, de modo a senti-las como se fossem nossas, para auxiliar aos outros, sem exigência ou compensação, é a maneira mais justa de garantir a paz.
Lembremo-nos sempre de que a criatura humana, seja qual for a condição em se encontre, conquanto as imperfeições ou fraquezas que ainda carregue, é um anjo em formação, caindo às vezes para levantar-se e aprender as lições do Bem com mais segurança. E, segundo as leis de evolução, toda a criatura, a fim de burilar-se, é chamada a esforço máximo, no qual a dificuldade e o sofrimento estão incluídos por ingredientes de progresso e sublimação.
Por isso mesmo, em quaisquer ocasiões, seja de alegria ou inquietação, fracasso ou refazimento, se aspiramos a seguir para as vanguardas de elevação e felicidade, amor e luz, só nos resta uma solução: trabalhar. 

ANDRÉ LUIZ
(Do livro "Astronautas do Além"




29 de junho de 2012


História de Uma Sessão

Organizada a sessão de estudo evangélico, os Espíritos Benfeitores, através das doces intimações da prece, foram convidados à execução de regular empreitada.
- 520 orientações a companheiros doentes com especificações e conselhos técnicos.
- 50 passes magnéticos, em benefício de enfermos encarnados.
- 200 intervenções de socorro a entidades sofredoras, ausentes do corpo físico.
- 35 visitas de assistência a lares distantes.
- 150 notas socorristas para desligamento de obsessores e inimigos inconscientes.
E deviam ainda eliminar dois suicídios potenciais, evitar um homicídio provável, afastar as possibilidades de dois divórcios infelizes e ajustar mais de cem entendimentos, em favor da fraternidade, da harmonia e da reencarnação.
Em troca, os componentes da assembléia deviam dar de si mesmos um pouco de alegria, de fé viva, de sinceridade e de paciência, com algumas palavras de carinho e amizade para sustentarem o clima vibratório, necessário à realização das tarefas indicadas aos colaboradores que começaram a atuar.
Iniciada a empresa, porém, depois de alguns raros amigos haverem atendido heroicamente aos encargos que lhes competiam, eis que a reunião se veste de sombras.
O nevoeiro da ociosidade mental invadiu quase todos os departamentos da casa.
Dois prestimosos cooperadores passaram a visitar o pensamento dos companheiros encarnados, rogando concurso urgente, mas o silêncio e a inércia continuaram operando.
Consultados em espírito, com respeito à contribuição de que se faziam devedores, cada qual respondia a seu modo, falando mentalmente.
Um cavalheiro deu-se pressa em esclarecer que era ignorante e imprestável.
Um jovem tribuno do Evangelho afirmou-se doente e incapaz.
Um companheiro de serviço alegou que se sentia envergonhado e inapto para qualquer comentário construtivo.
Uma senhora perguntou se os Espíritos Amigos não poderiam solucionar os compromissos da sessão em cinco minutos.
Um lidador juvenil explicou que se sentia diminuído à frente dos mentores e experimentava o receio de falar sem brilho, depois deles.
Um antigo beneficiário solicitou a concessão de maca em que pudesse confiar-se ao repouso.
Um ouvinte preocupado adiantou-se consultando o relógio e bocejou entediado.
Uma robusta irmã pediu fosse colocada uma cadeira preguiçosa em lugar do banco áspero que a servia.
E quase todos, incluindo jovens e adultos, letrados e indoutos, necessitados ou curiosos, descansaram na improdutividade, acreditando que é sempre melhor observar sem responsabilidade, à espera do fim.
E a sessão, que deveria ser manancial cantante de bênçãos com alegria e paz, união e entendimento de corações fraternos e calorosos na fé, prosseguiu até a fase final, qual se os companheiros estivessem situados num velório de grande estilo, cercados pelo crepe arroeado da tristeza e do luto, queimando o incenso precioso do tempo em câmara mortuária.
Que entre nós, meus amigos, assim não aconteça.
Espiritismo é trabalho e confraternização.
Evangelho é amor e contentamento.
Sempre que desejardes a vitória do bem, auxiliai o bem e plantai-o.
Trazei até nós o concurso da boa vontade, que é a alavanca de todos os prodígios do progresso, enriquecendo-nos o santuário comum com os dons da saúde e da esperança, do otimismo e da fé.
Permutemos experiências e corações.
Amparemos-nos uns aos outros.
A nossa Doutrina Consoladora é Sol e não devemos esquecer que a vida é ação permanente, porque a inércia, em toda parte, é sempre a antecâmara da estagnação ou da morte.

Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Apostilas da Vida



27 de junho de 2012


Casamento e Divórcio


Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais. 
A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação. 
Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas. 
Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial, quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão. 
Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência. 
Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos exclusivos da empresa. Sogro e sogra, cunhados e tutores consangüíneos são também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício. 
O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da vida do espírito. 
Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas. 
Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar. 
Divulguemos o princípio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam. 
Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus. 

Autor: André Luiz
Psicografia de Waldo Vieira. Do livro: Sol nas Almas



Preocupações

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.
Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.
Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.
Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.
Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".
Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.
Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.
Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.
Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.
Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que agüentou você ontem, agüentará também hoje. 


Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier. Do livro: Sinal Verde


26 de junho de 2012


Lei da Vida

Ninguém se evade das conseqüências dos próprios atos. Estas são inevitáveis no processo evolutivo de todas criaturas.
Conforme seja a ação, desencadeia-se a reação. Por isto mesmo, o homem vive segundo age.
Nem sempre, porém, os resultados se fazem imediatos.
Há tempo para semear, quanto o existe para colher.
A trilha de cada criatura é percorrida com os pés do esforço pessoal.
Indispensável, portanto, pensar antes de agir, de modo a não se arrepender, ao raciocinar depois.
Produze, a cada momento, uma sementeira de amor, deixando pela estrada percorrida os sinais da esperança e do bem.
Talvez retornes pelo mesmo caminho, realizando uma nova experiência. E, se, por acaso, não volveres por aí, aqueles que o irão percorrer te bendirão o labor realizado.
Sê tu aquele que acende luzes na treva dominante.
A viagem evolutiva se faz assinalar pelas conquistas incessantes, que respondem pela promoção moral e espiritual do indivíduo.
Há quem se compraz na ignorância, porque o conhecimento lhe é estranho.
Teimam, muitos homens, pela permanência na arbitrariedade.
Pessoas agem, equivocadamente, no disfarce do oculto, acreditando-se dribladoras da honestidade, da correção, do dever.
Sorriem, enganadas, supondo-se livres do escândalo, ou, escamoteando a verdade, crêem-se indenes ao escárnio, à cobrança pelas suas vítimas.
Quiçá, permaneçam ignoradas pelos demais, as suas ações ignóbeis; nunca, no entanto, pela própria consciência, que reflete a presença de Deus em todos os indivíduos.
É até mesmo provável que o culpado não venha a ser acusado publicamente, e passe pela vida respeitado por todos.
Isso, todavia, não é importante.
Ele jamais fugirá de si mesmo, das suas recordações.
O tempo não pára, mas, os efeitos de cada um permanecem.
Um dia ressumam dos arquivos da memória os lances dos atos perpetrados. E, se por acaso se demoram anestesiadas, as lembranças, elas prosseguem vivas, aguardando o momento próprio.
De uma existência se transfere para outra, o somatório das experiências.
A reencarnação é lei natural da vida.
Através dela cada Espírito avança, conquistando, palmo a palmo, o campo do progresso pessoal.
Graças aos seus impositivos, o que parecia oculto faz-se revelado, o desconhecido torna-se público, o errado se faz corrigir.
Assim, não cesses de produzir no bem, com o bem e para o bem.
Se te enganas ou a alguém prejudicas, apressa-te para retificá-lo e reabilitar-te.
Com muita propriedade, afirma a lição evangélica, ensinando que “nada há de oculto, que não venha a ser revelado”.

Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier



25 de junho de 2012



DESCULPAR

Desculpe e você compreenderá.
Onde existe AMOR não há lugar para ressentimento.
Ao colocar-se na condição de quem erra, seja qual for o problema, vc notará que a compaixão nos dissolve qualquer sombra de crítica.
A existência humana é uma coleção de testes em que a Divina Sabedoria nos observa, com vistas à nossa habilitação para a vida sauperior; quem hoje condena o próximo não sabe que talvez amanhã esteja enfrentando os mesmos problemas daqueles companheiros presentemente em dificuldades.
Nos esquemas da Eterna Justiça, o perdão é a luz que extingue as trevas.
às vezes, aquilo que parece ofensa, é o socorro oculto do Mundo Espiritual em seu benefício.
A misericórdia vai além do perdão, criando o esquecimento do mal.
Em muitas ocasiões, a Divina Providência nos permite o erro para que aprendamos a perdoar.
A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa. Perdão é a formula da paz.
Aprendamos a tolerar, para que sejamos tolerados.

ANDRÉ LUIZ