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| Mistic Angel

6 de março de 2013

T e m p o


T e m p o

Todas as criaturas gozam o tempo, 
mas raras vezes aproveitam-no.
Corre a oportunidade espalhando bênçãos.
Arrasta-se o homem estragando dádivas 
recebidas. Cada dia é um país de vinte e 
quatro províncias. Cada hora é uma província 
de sessenta unidades.
O homem, contudo, é o semeador que não 
despertou ainda. Distraído cultivador, 
pergunta: “que farei?! E o tempo silencioso 
responde com ensejos benditos:
De servir, ganhando autoridade; 
de obedecer, conquistando o mundo;
de lutar escalando os céus.
O homem, todavia, voluntariamente cego, 
roga sempre mais tempo
para zombar da vida, porque se obedece, 
revolta-se, orgulhoso; se sofre, injuria e 
blasfema; se chamando as contas, 
lavra reclamações descabidas.
Cientistas fogem da verdadeira ciência.
Filósofos ausentam-se dos próprios ensinos.
Religiosos negam a religião.
Administradores retiram-se da 
responsabilidade.
Médicos subtraem-se à Medicina.
Literatos furtam-se à divina verdade.
Estadistas centralizam a dominação.
Servidores do povo buscam interesses 
privados. Lavradores abandonam a terra.
Trabalhadores escapam do serviço.
Gozadores temporários entronizam ilusões.
Ao invés de suar no trabalho, 
apanham borboletas da fantasia.
Desfrutam a existência, assassinando-a 
em si próprios.
Possuem os bens da Terra acabando 
possuídos. Reclamam liberdade, 
submetendo-se à escravidão.
Mas chega um dia, porque há sempre 
um dia mais claro 
que os outros, em que a morte surge 
reclamando trapos velhos...
O tempo recolhe, então, apressado, as 
oportunidades que pareciam sem fim... 
E o homem reconhece, tardiamente 
preocupado, que a Eternidade infinita 
pede conta do minuto

_André Luiz


5 de março de 2013

Questões à Meditar


Questões à Meditar

Você dominará sempre as palavras que não disse, entretanto, se subordinará àquelas que pronuncie.
Zele pela tranqüilidade de sua consciência, sem descurar de sua apresentação exterior.
No que se refere à alimentação, é importante recordar a afirmativa dos antigos romanos: "há homens que cavam a sepultura com a própria boca".
Tanto quanto possível, em qualquer obrigação a cumprir, esteja presente, pelo menos dez minutos antes, no lugar do compromisso a que você deve atender.
A inação entorpece qualquer faculdade.
O sorriso espontâneo é uma bênção atraindo outras bênçãos.
Servir, além do próprio dever, não é bajular e sim ganhar segurança.
Cada pessoa a quem você preste auxílio, é mais uma chave na solução de seus problemas.
É natural que você faça invejosos, mas não inimigos.
Cada boa ação que você pratica, é uma luz que você acende, em torno dos próprios passos.
Quem fala menos ouve melhor, e quem ouve melhor aprende mais.


André Luiz


4 de março de 2013

Viver Melhor


Viver Melhor

Todos queremos ser felizes, viver melhor. Entretanto ouçamos a experiência.
A felicidade não é um tapete mágico. Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.
Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma. Você pode estar em dificuldades e suprimir muitas dificuldades dos outros.
Conquanto às vezes sem qualquer consolação, você dispõe de imensos recursos para confortar e reerguer os irmãos em prova ou desvalimento. A receita da vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar nos outros.
A vida é um dom de Deus em todos. E que serve só para si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, progredir, elevar, integrar-se.
Se aspirarmos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos. Para isso não precisa você acondicionar-se a alheios pontos de vista. Engaje-se na fileira dos servidores que se lhe afine com as aptidões.
Aliste-se em qualquer serviço no bem comum. É tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar auxilio a um doente.
Procure a paz, garantindo a paz onde esteja. Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria. Seja feliz, fazendo os outros felizes.
Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra ninguém. E os outros nos farão encontrar Deus.
Não julgue que semelhante instrução seja assunto unicamente para você que ainda se acha na Terra. Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, o engano é seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.


André Luiz - Autor


3 de março de 2013

Você Pode


Você Pode

Carregando nos próprios ombros as aflições que fustigam a Terra, o Senhor acreditou nas promessas de fidelidade que você lhe fez, enviando-lhe a caminho aqueles irmãos necessitados de mais amor.
Chegam eles de todas as procedências...
É a esposa fatigada esperando carinho, é o companheiro abatido implorando, em silêncio, esperança e consolo.
De outras vezes, é o filho, desorientado suplicando compreensão ou o parente, na hora difícil, aguardando braços fraternos.
Agora, é o amigo transviado, esmolando compaixão e ternura, depois, talvez, será o vizinho atormentado em problemas esfogueantes, pedindo bondade e cooperação.
Isso acontece, porquanto você pode compartilhar com Ele a tarefa do auxílio.
Não desdenhe, desse modo, apoiar o bem.
Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a praz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor...
Deis que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça s divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.
E, nessa estrada bendita, depois da luta, cotidiana, sentirá você no imo da própria alma, o sol da alegria perfeita repetindo, de coração erguido à verdadeira felicidade.
- Obrigado Jesus, porque na força de Tua bênção, consegui esquecer-me, procurando servir.


André Luiz


2 de março de 2013

Visitação a Doentes


Visitação a Doentes

A visita ao doente pede tato e compreensão.
Abster-se de dar a mão ao enfermo quando a pessoa for admitida à presença dele, com exceção dos casos em que seja ele quem tome a iniciativa.
Se o visitante não é chamado espontaneamente para ver o doente, não insistirá nisso, aceitando tacitamente os motivos imanifestos que lhe obstam semelhante contato.
Toda conversa ao pé de um doente, exige controle e seleção.
Evitar narrações ao redor de moléstias, sintomas, padecimentos alheios e acontecimentos desagradáveis.
Um cartão fraterno ou algumas flores, substituindo a presença, na tese'>hipótese de visitação repetida, em tratamentos prolongados, constituem mananciais de vibrações construtivas.
Conquanto a oração seja bênção providencial, em todas as ocasiões, o tipo de assistência médica, em favor desse ou daquele enfermo, solicita apreço e acatamento.
Nunca usar voz muito alta em hospital ou em quarto de enfermo.
Por mais grave o estado orgânico de um doente, não se lhe impor vaticínios acerca da morte, porquanto ninguém, na Terra, possui recursos para medir a resistência de alguém, e, para cada agonizante que desencarna, funciona a Misericórdia de Deus, na Vida Maior, através de Espíritos Benevolentes e Sábios que dosam a verdade em amor, em benefício dos irmãos que se transferem de plano.
Toda visita a um doente - quando seja simplesmente visita -, deve ser curta.


André Luiz - Autoria


1 de março de 2013

Você e Nós


Você e Nós

Espíritos eternos, estamos hoje no ponto exato da evolução para o qual nos preparamos, com os recursos mais adequados à solução de nossos problemas e tarefas, segundo os compromissos que abraçamos, seja no campo do progresso necessário ou na esfera da provação retificadora.
Achamo-nos com os melhores familiares e com os melhores companheiros que a lei do merecimento nos atribui.
À vista disso, permaneçamos convencidos de que a base de nossa tranqüilidade reside na integridade da consciência; compreendamos que todas as afeições-problemas em nossa trilha de agora constituem débitos de existências passadas, que nos compete ressarcir, e que todas as facilidades que já nos enriquecem a estrada são instrumentos que o Senhor nos empresta, a fim de utilizarmos a vontade própria, na construção de mais ampla felicidade por vindoura e entendamos que a vida nos devolve aquilo que lhe damos.
Na posse de semelhantes instruções, valorizemos o tempo, para que o tempo nos valorize e permaneçamos em equilíbrio sem afetar aquilo que não somos, em matéria de elevação, conquanto reconhecendo a necessidade de aperfeiçoar-nos sempre.
Se errarmos, estejamos decididos à corrigenda, agindo com sinceridade e trabalhando fielmente para isso.
Você e nós estejamos convencidos, diante da Providência Divina, que possuímos infinitas possibilidades de reajuste, aprimoramento, ação ou ascensão e que depende, tão somente de nós, melhorar ou agravar, iluminar ou obscurecer as nossas situações e caminhos.

André Luiz


28 de fevereiro de 2013

Perspectiva Espírita

Perspectiva Espírita
"Assim corro também eu, não sem meta;assim luto,
não como desferindo golpes no ar." - l Coríntios, Cap.9-v.26
Qual será o objetivo do homem desprovido de perspectivas para o futuro? De que maneira vive, interiormente, quem nada espera da Vida além da morte? Quais os pensamentos de quem se acredita à mercê das forcas do acaso sobre a Terra?
Enquanto doutor da lei, o objetivo de Paulo se resumia na ambição de conquistar uma cadeira no Sinédrio e deixar-se envelhecer na rotina de intermináveis discussões teológicas;todavia, a partir de seu encontro com o Cristo, no deserto de Damasco, alteraram –se -lhe os valores de modo substancial: não mais vivia preso a tão estreita visão da Vida!
Quão desesperançada deve ser existência de quem a nada mais aspira para além do sepulcro?
De fato, a vida no mundo, sem o seu natural desdobramento nas dimensões espirituais, careceria de sentido mais,justo.
O inolvidável Apóstolo dos Gentios deixa claro neste trecho de sua primeira carta aos coríntios que, antes de conhecer Jesus Cristo, corria sem meta a lutava como quem desferia golpes no ar...
Se a meta do homem se restringisse a enriquecer a vencer profissionalmente, convenhamos que ela lhe haveria de ser extremamente pobre, indigna até de quem se considera o centro da Criação.
A aceitação do Cristo em sua vida projeta a criatura na direção do Infinito, ampliando-lhe os horizontes consideravelmente; não mais apenas berço e túmulo, mas, sim, "nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre tal é a Lei".
O conhecimento da Doutrina Espírita descortina novos horizontes para a alma. Ao tomar consciência de que deve a si mesmo o que foi, o que é e o que será, o homem ganha diferente motivação pare viver e não mais questiona a importância do trabalho.
O espírita, portanto, corre, mas não corre sem meta, e luta, mas não como quem precisa vencer um adversário inexistente.
A perspectiva espírita da Vida dignifica a Sabedoria de Deus e justifica o pranto e o suor que o homem derrama no vale em que segue carpindo as suas dores, à distância das estrelas que atingirá, um dia.
André Luiz

27 de fevereiro de 2013

Vinte Serviços


Vinte Serviços

1. Integra você no conhecimento de sua posição de criatura eterna e responsável, diante da vida.
2. Expõe o sentido real das lições do Cristo e de todos os outros mentores espirituais da Humanidade, nas diversas regiões do Planeta. 
3. Suprime-lhe as preocupações originárias do medo da morte, provando que ela não existe. 
4. Revela-lhe o princípio da reencarnação, determinado o porquê da dor e das aparentes desigualdades sociais. 
5. Confere-lhe forças para suportar as maiores vicissitudes do corpo, mostrando a você que o instrumento físico nos reflete as condições ou necessidades do espírito. 
6. Tranqüiliza você com respeito aos desajustes da parentela, esclarecendo que o lar recebe não somente os afetos, mas também os desafetos de existências passadas, para a necessária regeneração. 
7. Demonstra-lhe que o seu principal templo para o culto da presença Divina é a consciência. 
8. Liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa. 
9. Elimina a maior parte das suas preocupações acerca do futuro além da morte. 
10. Dá-lhe o conforto do intercâmbio com os entes queridos, depois de desencarnados. 
11. Entrega-lhe o conhecimento da mediunidade. 
12. Traça-lhe providências para o combate ou para a cura da obsessão. 
13. Concede-lhe o direito à fé raciocinada. 
14. Destaca-lhe o imperativo da caridade por dever. 
15. Auxilia você a revisar e revalorizar os seus conceitos de trabalho e tempo. 
16. Concede-lhe a certeza natural de que, se beneficiamos ou prejudicamos alguém, estamos beneficiando ou prejudicando a nós próprios. 
17. Garante-lhe serenidade e paz diante da calúnia ou da crítica. 
18. Ensina você a considerar adversários por instrutores. 
19. Explica-lhe que, por maiores sejam as suas dificuldades exteriores, intimamente você é livre para melhorar ou agravar a própria situação. 
20. Patenteia-lhe que a fé ilumina o caminho, mas ninguém fugirá da lei que manda atribuir a cada qual segundo as obras pessoais. 
Essas são vinte das muitas bênçãos que o Espiritismo realiza em nosso favor. Será curioso que cada um de nós pergunte a si mesmo o que estamos nós a fazer por ele.


Andre Luiz

26 de fevereiro de 2013

Renovação


Renovação

Desligando-me dos laços Inferiores que me prendiam às atividades terrestres, elevado entendimento felicitou-me o espírito.
Semelhante libertação, contudo, não se fizera espontânea.
Sabia, no fundo, quanto me custara abandonar a paisagem doméstica, suportar a incompreensão da esposa e a divergência dos filhos amados.
Guardava a certeza de que amigos espirituais, abnegados e poderosos, me haviam auxiliado a alma pobre e imperfeita, na grande transição.
Antes, a inquietude relativa à companheira torturava-me incessantemente o coração; mas, agora, vendo-a profundamente identificada com o segundo marido, não via recurso outro que procurar diferentes motivos de interesse.
Foi assim que, eminentemente surpreendido, observei minha própria transformação, no curso dos acontecimentos.
Experimentava o júbilo da descoberta de mim mesmo.
Dantes, vivia à feição do caramujo, segregado na concha, impermeável aos grandiosos espetáculos da Natureza, rastejando no lodo.
Agora, entretanto, convencia-me de que a dor agira em minha construção mental, à maneira da aluvião pesada, cujos golpes eu não entendera de pronto.
A aluvião quebrara a concha de antigas viciações do sentimento.
Libertara-me.
Expusera-me o organismo espiritual ao sol da Bondade Infinita.
E comecei a ver mais alto, alcançando longa distância.
Pela primeira vez, cataloguei adversários na categoria de benfeitores.
Comecei a freqüentar, de novo, o ninho da família terrestre, não mais como senhor do círculo doméstico, mas como operário que ama o trabalho da oficina que a vida lhe designou.
Não mais procurei, na esposa do mundo, a companheira que não pudera compreender-me e sim a irmã a quem deveria auxiliar, quanto estivesse em minhas forças.
Abstive-me de encarar o segundo marido como intruso que modificara meus propósitos, para ver apenas o irmão que necessitava o concurso de minhas experiências.
Não voltei a considerar os filhos propriedade minha e alui companheiros muito caros, aos quais me competia estender os benefícios do conhecimento novo, amparando-os espiritualmente na medida de minhas possibilidades.
Compelido a destruir meus castelos de exclusivismo injusto, senti que outro amor se instalava em minhalma.
Órfão de afetos terrenos e conformado com os desígnios superiores que me haviam traçado diverso rumo ao destino, comecei a ouvir o apelo profundo e divino, da Consciência Universal.
Somente agora, percebia quão distanciado vivera das leis sublimes que regem a evolução das criaturas.
A Natureza recebia-me com transportes de amor.
Suas vozes, agora, eram muito mais altas que as dos meus interesses isolados.
Conquistava, pouco a pouco, o júbilo de escutar-lhe os ensinamentos misteriosos no grande silêncio das coisas.
Os elementos mais simples adquiriam, a meus olhos, extraordinária significação.
A colônia espiritual, que me abrigara generosamente, revelava novas expressões de indefinível beleza.
O rumor das asas de um pássaro, o sussurro do vento e a luz do Sol pareciam dirigir-se à minhalma, enchendo-me o pensamento de prodigiosa harmonia.
A vida espiritual, inexprimível e bela, abrira-me os pórticos resplandecentes.
Até então, vivera em “Nosso Lar” como hóspede enfermo de um palácio brilhante, tão extremamente preocupado comigo mesmo, que me tornara incapaz de anotar deslumbramentos e maravilhas.
A conversação espiritualizante tornara-se indispensável.
Aprazia-me, antigamente, torturar a própria alma com as reminiscências da Terra.
Estimava as narrativas dramáticas de certos companheiros de luta, lembrando o meu caso pessoal e embriagando-me nas perspectivas de me agarrar, novamente, à parentela do mundo, valendo-me de laços inferiores.
Mas agora... perdera totalmente a paixão pelos assuntos de ordem menos digna: as próprias descrições dos enfermos, nas Câmaras de Retificação, figuravam-se-me desprovidas de maior interesse.
Não mais desejava informar-me da procedência dos infelizes, não indagava de suas aventuras nas zonas mais baixas.
Buscava irmãos necessitados.
Desejava saber em que lhes poderia ser útil.
Identificando essa profunda transformação, falou-me Narcisa certo dia: — André, meu amigo, você vem fazendo a renovação mental.
Em tais períodos, extremas dificuldades espirituais nos assaltam o coração.
Lembre-se da meditação no Evangelho de Jesus.
Sei que você experimenta intraduzível alegria ao contacto da harmonia universal, após o abandono de suas criações caprichosas, mas reconheço que, ao lado das rosas do júbilo, defrontando os novos caminhos que se descerram para sua esperança, há espinhos de tédio nas margens das velhas estradas inferiores que você vai deixando para trás.
Seu coração é uma taça iluminada aos raios do alvorecer divino, mas vazia dos sentimentos do mundo, que a encheram por séculos consecutivos.
Não poderia, eu mesmo, formular tão exata definição do meu estado espiritual.
Narcisa tinha razão.
Suprema alegria inundava-me o espírito, ao lado de incomensurável sensação de tédio, quanto às situações da natureza inferior.
Sentia-me liberto de pesados grilhões, porém, não mais possuía o lar, a esposa, os filhos amados.
Regressava freqüentemente ao círculo doméstico e aí trabalhava pelo bem de todos, mas sem qualquer estímulo.
Minha devotada amiga acertara.
Meu coração era bem um cálice luminoso, porém, vazio.
A definição comovera-me.
Vendo-me as lágrimas silenciosas, Narcisa acentuou: — Encha sua taça nas águas eternas daquele que é o Doador Divino.
Além disso, André, todos nós somos portadores da planta do Cristo, na terra do coração.
Em períodos como o que você atravessa, há mais facilidade para nos desenvolvermos com êxito, se soubermos aproveitar as oportunidades.
Enquanto o espírito do homem se engolfa apenas em cálculos e raciocínios, o Evangelho de Jesus não lhe parece mais que repositório de ensinamentos comuns; mas, quando se lhe despertam os sentimentos superiores, verifica que as lições do Mestre têm vida própria e revelam expressões desconhecidas da sua inteligência, à medida que se esforça na edificação de si mesmo, como ensinamento do Pai.
Quando crescemos para o Senhor, seus ensinos crescem igualmente aos nossos olhos.
Vamos fazer o bem, meu caro! Encha seu cálice com o bálsamo do amor divino.
Já que você sente os raios da alvorada nova, caminhe confiante para o dia!...
E, conhecendo meu temperamento de homem, amante do serviço movimentado, acrescentou, generosa: — Você tem trabalhado bastante aqui nas Câmaras, onde me preparo, por minha vez, considerando o futuro próximo, na carne.
Não poderei, portanto, acompanhá-lo, mas creio deve você aproveitar os novos cursos de serviço, instalados no Ministério da Comunicação.
Muitos companheiros nossos habilitam-se a prestar concurso na Terra, nos campos visíveis e invisíveis ao homem, acompanhados, todos eles, por nobres instrutores.
Poderia você conhecer experiências novas, aprender muito e cooperar com excelente ação individual.
Porque não tenta? Antes que pudesse agradecer o alvitre valioso, Narcisa foi chamada ao interior das Câmaras, a serviço, deixando-me dominado por esperanças diferentes de quantas abrigara até então, relativa mente às minhas tarefas.


André Luiz

25 de fevereiro de 2013

Regras de Felicidade


Regras de Felicidade

Lembre-se de que os outros são pessoas que você pode auxiliar, ainda hoje, e das quais talvez amanhã mesmo você precisará de auxílio.
Todo solo responde não somente conforme a plantação mas também segundo os cuidados que recebe.
Aqueles que renteiam conosco nas mesmas trilhas evolutivas assemelham-se a nós, carregando qualidades adquiridas e deficiências que estão buscando liquidar e esquecer.
Reflita nos arranhões mentais que você experimenta quando alguém se reporta irrefletidamente aos seus problemas e aprenda a respeitar os problemas alheios.
Pensemos no bem e falemos no bem, destacando o lado bom dos acontecimentos, pessoas e coisas.
Toda vez que agimos contra o bem, criamos oportunidades para a influência do mal.
Mostremos o melhor sorriso - o sorriso que nos nasça do coração - sempre que entrarmos em contato com os outros.
Ninguém estima transitar sobre tapetes de espinhos.
Evitemos discussões.
Diálogo, na essência, é intercâmbio.
Se você tem algo de bom a realizar, não se atrase nisso.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
Estime a tarefa dos outros, prestigiando-a com o seu entusiasmo e louvor na construção do bem.
Criar alegria e segurança nos outros é aumentar o nosso rendimento de paz e felicidade.
Não contrarie os pontos de vista dos seus interlocutores.
Podemos ter luz em casa sem apagar a lâmpada dos vizinhos.
Você é uma instituição com objetivos próprios dentro da Vida, a Grande Instituição de Deus.
Os amigos são seus clientes e se você procura ajudá-los, eles igualmente ajudarão você.
Se você sofreu derrotas e contratempos, apenas se deterá se quiser.
A Divina Providência jamais nos cerra as portas do trabalho e, se passamos ontem por fracassos e dificuldades em nossas realizações, o Sol a cada novo dia nos convida a recomeçar.

André Luiz

24 de fevereiro de 2013

Senhor e Mestre


Senhor e Mestre

Jesus!
Ante o Espiritismo que nos confiaste por teu Evangelho Redivivo, fortalece-nos o coração para que te sejamos leais à confiança.
Na defesa da luz contra o assalto das trevas, não permitas que a presunção nos tome o lugar as certeza nas verdades que nos legaste e nem deixes que a névoa da acomodação destrutiva nos entorpeça o ânimo no pressuposto de guardar o espírito na falsa tranqüilidade das aparências.
Chamados à confissão de nossa fé livra-nos, Senhor, dos delitos da intolerância, contudo, clareia-nos o raciocínio para que te expliquemos as boas novas sem os prejuízo da superstição e sem as teias da ignorância.
Nas horas difíceis da verdade, afasta-nos da violência e da paixão menos digna. No entanto, subtenda-nos a sinceridade para que o pronunciamento da palavra equilibrada e certa, sem a hipoteca do silencio culposo.
Impelidos à luta do bem que vence o mal, suprime-nos a cerqueira das conveniências e interesses particulares para que o orgulho não nos tisne as decisões, todavia, esclarece-nos a alma a fim de que preguiça e deserção não nos ocupem a existência por suposta humildade.
Senhor, eis-nos à frente da Doutrina Espírita na condição de teus servos, responsáveis pela obra divina de nossa própria libertação espiritual.
Guia-nos no trabalho, iluminando-nos o entendimento, neutraliza as imperfeições que trazemos ainda e faze-nos, fiéis a ti, hoje e sempre. Assim seja.


Autoria de André Luiz


23 de fevereiro de 2013

Se Lhe Falta


Se Lhe Falta

Se lhe falta alguma utilidade, peça o amparo dos outros, buscando ser útil.
Ninguém precisa roubar.
Se lhe falta saúde, proteja as energias de que ainda dispões.
O fato remendado é uma benção para quem podia estar nu.
Se lhe falta afeição, procure a simpatia do próximo com nobreza.
Há milhares de criaturas, mentalizando o suicídio por que lhes falta a estima de alguém.
Se lhes falta tranqüilidade, tente encontrá-la em você.
Entra no fogo quem quer.
Se lhe falta força, descanse e recomece.
Muito difícil estabelecer o ponto de interação entre o cansaço e a preguiça.
Se lhe falta instrução, dê mais algum tempo no estudo.
A Terra está inundada de livros.
Se lhe falta trabalho, não fique esperando.
Há uma enxada disponível em toda parte.
Se lhe falta aprovação alheia ao esforço sincero de servir e de aprimorar-se, continue fazendo o melhor ao seu alcance.
Aqueles que perdoam as nossas imperfeições e nos abençoam em nossas dificuldades são superiores a nós, mas aqueles que nos criticam ou complicam são tão necessitados quanto nós mesmos.


Autor: André Luiz